Jornalismo, Media, Comunicação e os meus comentários mais ou menos escabrosos sobre o Mundo!

16.10.06

Hora SEGUIDA (!!!) de música

Há uns anos que a RFM inaugurou a expressão "hora seguida de música".
Quando começaram com essa prática discursiva pensei que SEGUIDA significava em sequência, sem interrupções. Mas a prática demonstrou, desde o primeiro momento, que os animadores falavam logo ao fim da segunda música!
Hoje não resisti mais...
Acabem lá com essa palhaçada ridícula.
Ou tocam a música seguida ou não repetem mais essa frase disparatada! Já chega de ridículo.
Hoje, antes das 10h00, até foi bestial: a animadora disse que a hora seguida de música ia acabar dali a pouco com um grupo qualquer... Não bastou falar, que ainda meteu publicidade!!!

Hora seguida? Só se for de disparates!

15.10.06

Sismo em Kailua Kona

A vida de jornalista do audiovisual, às vezes, não é fácil.

Esta noite ocorreu um sismo no Hawai com epicentro perto de uma terra que se chama KAILUA KONA!

Como é que eu digo isto no noticiário?

4.10.06

PRINCÍPIO DE PETER

"In a hierarchy, every employee tends to rise to his level of incompetence".

- Laurence Johnston Peter (1919-1990)

O que ele não disse, é que há funcionários que já partem de um nível de incompetência para chegar a nível de incompetência superior.

A vida é uma grande gargalhada!

3.10.06

"O direito não pode ser um produto de consumo" (PÚBLICO)

O presidente da Escola de Direito da Universidade do Minho afirmou ontem num simpósio, em Braga, que "Vivemos um momento particularmente complexo e dinâmico em que o direito em geral e o direito processual penal, em especial, nunca sentiram tanto o peso, por vezes implacável, da mediatização".

Por isso, Luís Couto Gonçalves, defende que os juristas se adaptem "para conviver com a sociedade da informação em que vivemos, com exigências novas, com ritmos de actuação mais acelerados e uma crescente curiosidade jornalística."

Rejeitou uma "política de avestruz" mas estabeleceu um limite:
"O direito não pode ser um produto de consumo, ditado por regras de mercado e condicionado por sondagens, manchetes, entrevistas ou fazedores de opinião."

As palavras são doutas e merecem reflexão.
Mas a Justiça, de facto, tem de ser pública, mais pública e mais "amiga" do povo.
Os jornalistas têm tentado fazer ambas as coisas: divulgar o que se passa nos tribunais e traduzir tudo para uma linguagem que se entenda!
Já era tempo das prosas jurídicas deixarem de ser redigidas em "Direitês" e começarem a ser escritas numa linguagem clara e perceptível a todos.


Nota: As citações foram retiradas do Público de hoje, p. 13

SOUTO MOURA INCENTIVA COMUNICAÇÃO

O finalmente de saída Procurador-Geral da República, Souto Moura, afirmou em Braga que deveria ter contratado centenas de assessores de imagem e de imprensa.

Boa!

Esta afirmação poderá pôr em alta o mercado dos profissionais de Comunicação.

EX-EQUIPA de futebol ?!!!!!

"FC Porto sofre primeira derrota na Liga

O FC Porto perdeu o seu primeiro jogo da Liga na presente temporada. O seu algoz
foi o Sporting de Braga, ex-equipa orientada pelo actual técnico portista, que venceu por 2-1. Depois de perder em Londres diante do Arsenal por 0-2, a formação de Jesualdo Ferreira soma a sua segunda derrota consecutiva"

"Diário Digital" de hoje

Nota: Foi-me enviada por um amigo.

28.9.06

JIHAD 1 - 0 CULTURA

Os extremistas muçulmanos bem podem festejar com umas rajadas para o ar pois acabam de conseguir uma pequena, mas simbólica vitória na campanha nojenta de atemorizar o Ocidente.
Mas é triste que tenha de ser o sector da cultura a vergar-se. Sim, porque é nos movimentos culturais que está sempre a génese da provocação, da contestação, da crítica, do desnudar de valores instalados, muitas vezes cristalizados. Só a especulação intelectual desperta as nossas mentes, tantas vezes adormecidas.

É uma vergonha que a Deutsche Oper de Berlim tenha retirado da sua programação de Novembro a ópera de Mozart "Idomeneo", por recear que suscitasse protestos de radicais muçulmanos.
Um comunicado explica a decisão: a encenação de Hans Neuenfels poderia suscitar algum mal-estar e protestos de islamitas que se sentissem ofendidos.

Motivo?
Numa das cenas, Idomeneo, rei de Creta, exibe as cabeças decapitadas de Poseidon (deus grego dos mares), de Jesus, de Buda e de Maomé.

Então a Direcção da Deutsche Oper de Berlim não tem medo dos fiéis das restantes religiões? Claro que não porque o máximo que enfrentaria seria, por ventura, a manifestação da indignação por manifestações, artigos escritos, etc. Mas, concerteza, nunca pelas bombas!

Esta medida de auto-censura abre um precedente perigoso e poderá coartar a exibição das mais ousadas criações artísticas.

Felizmente, o governo alemão já criticou a decisão da Ópera Alemã de Berlim.
Que muitas outras vozes se levantem?

Os loucos da Jihad venceram uma pequena batalha, mas hão-de perder a inaceitável, vil e ultrajante guerra da intolerância.

RIDÍCULO

Esta manhã, após a informação de trânsito desde o helicóptero, ouvi a pivot de notícias da TVI afirmar orgulhosamente excitada que tínhamos visto imagens em EXCLUSIVO de um acidente na marginal, em Oeiras.
Enfim, mata-se o significado palpitante do que é um exclusivo e não se tem o sentido do ridículo.

27.9.06

ECONOMIA: CRITÉRIOS JORNALÍSTICOS EM DÚVIDA

O PÚBLICO de hoje (p. 6) tem uma carta aberta de um grupo
de economistas, juristas, engenheiros e empresários
dirigida à Entidade Reguladora da Comunicação alertando
para o risco de conflito de interesses no jornalismo
económico.

A dúvida é suscitada pela cobertura da convenção
"Compromisso Portugal".
Os subscritores estranham a grande "envergadura" da
cobertura comparativamente à fraca análise crítica da
mensagem trasnmitida pelo movimento.

E questionam se "houve ou não distorção nas prioridades
jornalísticas por critérios não jornalísticos".

"A dúvida que importa esclarecer está relacionada com o
facto de dirigentes empresariais tipicamente controlarem
dois recursos-chave para o próprio negócio do jornalismo
económico: 1)fontes de notícias, 2) fontes de publicidade"
(sic)

26.9.06

TV ainda o entretém mais popular

A internet tem cada vez mais força, as consolas roubam tempo e atenção, os iPod e MP3 em geral são como mais um órgão do nosso corpo... mas a TV continua a mandar na hora da escolha do entretenimento.
É a conclusão do estudo da Nielsen (referido no post anterior).
Os adolescentes entre os 12 e os 17 anos aumentaram o tempo de visionamento em três por cento. E são as raparigas que mais vêem televisão.
Os mais pequenos também estão mais colados ao écran. A faixa etária dos 2 aos 11 anos registou um aumento de quatro por cento no visionamento.

Um outro estudo elaborado pela Fundação John S. e James L. Knight (Público, 26.09.2006, p. 47) junto de cerca de 15 mil alunos de 34 escolas refere que 44 por cento elegeram a televisão como a mais exacta e fiável e 43 por cento consideraram-na a mais prática de usar.